Mentira

                Hoje, como todos nós sabemos, é o famoso 1º de abril, onde algumas pessoas caem no espírito da data e saem por aí contando um monte de mentiras para só revelar a inverdade de cada uma delas quando é quase tarde demais; se bem que não precisamos necessariamente de uma data específica para contarmos umas mentirinhas de vez em quando, né?!

Enfim, para que esse dia não passe em branco, preparei um pequeno especial onde revelarei a grande verdade sobre o dia da mentira, em outras palavras, será apresentado um texto de Álvaro Oppermann, disponível também em http://historia.abril.com.br/cotidiano/1o-abril-dia-mentira-435977.shtml . Esse texto de Oppermann é bem interessante e explica como foi que essa data passou a fazer parte de nosso calendário.
Bom, para complementar o post e deixá-lo muito mais do que meramente informativo, segue também uma dica de filme e de livro para os mentirosos de plantão. Espero que gostem !

Por que o dia 1º de abril é o Dia da Mentira?
Antiga tradição romana foi mantida graças a uma confusão de calendários

por Álvaro Oppermann


De acordo com a versão mais difundida sobre a origem das brincadeiras de 1º de abril, o Dia da Mentira (ou Dia dos Bobos) teve origem no fim do século 16, com a adoção na Europa do calendário gregoriano. Instituído pelo papa Gregório XIII em 1582, ele marcava o começo do ano em 1º de janeiro. No início, a mudança gerou confusão. Por teimosia ou desconhecimento, muitos europeus continuaram brindando o novo ano na data antiga, e os trotes de 1º de abril teriam como mote esse equívoco.
Antes de Gregório, o calendário mais aceito era o juliano. Criado no ano 45 a.C. pelo general e estadista romano Caio Júlio César (101 a.C.-44 a.C.), ele estabelecia que o início do ano coincidia com o equinócio de primavera, entre 20 e 21 de março. Mas, na Europa medieval, nem mesmo o calendário juliano era seguido por todos. Muitas aldeias e paróquias celebravam o ano novo na festa da Anunciação, em 25 de março. Outros esticavam o ano velho até 31 de março e só comemoravam o réveillon em 1º de abril.
A reforma do papa Gregório XIII terminou com a bagunça. Ou pelo menos tentou. A Inglaterra, por exemplo, só adotou a nova folhinha em 1752. Apesar de ter se antecipado ao papa e, por ordem do rei Carlos IX, trocado de calendário já em 1564, a França só conseguiu impô-lo com a Revolução Francesa, em 1789. Essa confusão de datas suscitou as brincadeiras. Entre os trotes de abril, um dos mais populares era o anúncio de casamentos falsos, marcados para o dia 1º. Arruaceiros também pregavam cartazes com supostos éditos reais de conteúdo jocoso.
Outra teoria para explicar o Dia dos Bobos defende que a data seria uma antiga festa romana. “Em Roma já se pregavam trotes durante o equinócio de primavera”, diz o historiador americano Joseph Boskin, professor da Universidade de Boston. De acordo com ele, essas festas deram origem ao Dia dos Bobos inglês (o April Fool’s Day), também comemorado no dia 1º. “Os trotes de 1º de abril são anteriores à reforma do calendário por Gregório”.
 
Bom, agora que o dia da mentira foi devidamente explicado, segue uma dica de um filme  bem legal, para quem deseja descontrair-se e dar algumas risadas também.
 
 
Título original: (Easy A)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Will Gluck
Atores: Emma Stone, Penn Badgley,
Dan Byrd, Amanda Bynes.
Duração: 92 min
Gênero: Comédia
Status: Inéditos


Sinopse: Olive (Emma Stone) é uma garota comum  como qualquer outra de sua idade, mas se vê metida numa série de confusões a partir de um boato ao seu respeito que se espalha pelas dependências do colégio em que estuda, tomando proporções jamais imaginadas por ela. A partir daí, ela se torna uma garota popular e decide aproveirar ao máximo sua fama duvidosa para se dar bem, entretanto, percebe que mentir pode ser muito mais complicado do que dizer a verdade.



O filme é bem legal e não tem presensão alguma de ser moralista, mas apenas de alertar que não há verdade alguma que possa ser sustentada por mentiras, ou seja, por mais que Olive tivesse a boa intensão de ajudar as pessoas, mentir não era a solução.  No entanto, a grande sacada do filme é o fato das ações da personagem terem relação com o livro "A Letra Escarlate", de Nathaniel Hawthorne, cuja personagem central, Hester Prynne, é brutalmente condenada por cometer adultério e é obrigada a usar, presa aos corpetes de seus vestidos, a letra A em cor escarlate, sendo, a partir daí, sujeita a inúmeras humilhações.
A relação da personagem Oliver de A Mentira com a personagem Hester Prynne  de "A Letra Escarlate", se dá justamente pelo fato de ambas terem sido julgadas por suas ações, não tendo o direito de retratação imediata ou, ao menos, a compreensão de suas atitudes, sendo que todos nós estamos sujeitos a atitudes equivocadas durante a vida.
Enfim, espero que tenham gostado da dica e assistam ao filme ou então leiam o livro para tirar as próprias conclusões. Até mais !!!!

Comentários

  1. Oi, Lu!

    Então, essa é a história do dia da mentira?

    Muito interessante.

    Também gostei da dica do filme e do livro.

    Gostei muito da postagem, pois além da informação, ainda tem dicas de literatura e cinema, uma postagem completa. Parabéns!

    Bjão.

    ResponderExcluir
  2. Oi, Lucy!
    Adorei o seu blog, parabéns!

    Super interessante o post!
    Eu já conhecia essa história sobre o dia da Mentira! ^^

    Tudo de bom pra você e muito sucesso!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. A mentira é algo abominável. Considero a mentira a raiz de diversos outras coisas abomináveis. No último primeiro de abril, um amigo pregou-me uma peça horrível: mentiu a respeito de um assunto bastante sério, causando-me um imenso transtorno, inclusive para minha saúde.
    abraços fraternos.
    Almir de Carvalho Filho, do BLOG "VIVA A VIDA!"
    PS. Amios do Antonio Touche TAMBÉM SAO MEUS AMIGOS.
    VIVA A VIDA! CARPE DIEM!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Meta de leitura 2016

Expressões idiomáticas ao pé da letra

Night Huntress - informação sobre a série